Fratura por stress

 

Ou: uma historinha sobre lesão e recuperação, contada por uma aluna do Virya. (Os negritos são nossos, vocês hão de entender… 😉 )

 

Texto do blog 3weeks.com.br, por Bianca Zuanella*

 

 

Fratura por stress por aí também?

Well, well. Entendi que, mais cedo ou mais tarde, quem corre montanha vai lidar com uma lesão. Não descobri a América, nem to zicando ninguém, mas é a real e tudo bem – só acho que para mim veio cedo demais! Já entendi também que dosar a intensidade dos treinos e seguir uma rotina de fortalecimento constante (sério isso) são absolutamente imprescindíveis para manter um corredor inteiro e apto a socar a bota morro acima e piramba abaixo por períodos #eternosenquantodurem. Para iniciantes como eu, o difícil é conhecer seu corpo e seus limites antes de estragar tudo. Não se achar inquebrável é o primeiro passo, tá? Tá.

Minha recuperação desta batelada de lesões, incluindo as chatas fraturas por stress nas duas tíbias, começou em julho, com pausa completa de todos os exercícios físicos e programa intensivo de sessões de fisioterapia. No entanto, minha super viagem aconteceu logo depois de 3 semanas deste tratamento, o que significou que, além de interrompê-lo por completo, dei uma bela forçada na barra enquanto caminhava montanha de 5 mil metros acima e abaixo. A viagem acabou no início de agosto e minhas expectativas de voltar a correr  – de leve –  em poucos dias, também. As canelas doíam até em curtas caminhadas, e saquei que a situação não era nada boa…

O meu plano de recovery começava ali, e já que o tempo indicado para quem tem este tipo de lesão é ficar fora das corridas de 4 a 6 semanas, passei a marcar o dia 1 exatamente no mesmo dia que retornei ao Brasil, excluindo as 5 semanas anteriores em que já estava sem correr, porém cuidando com fisioterapia.

Minha ideia foi começar um tratamento que não fosse apenas um tratamento, e sim um esquema de treinos muito pensados que terão papel fundamental no fortalecimento do corpo todo para sempre, além da manutenção do meu condicionamento físico, que ficou bem abalado depois dessa trip.

mountain bike

Prende esse cabelo, menina!

Pois bem, para minha sorte, recentemente me apaixonei também pela Mountain Bike e comprei uma magrela. Este passou a ser meu escape e minha forma DELICIOSA de melhorar condicionamento físico. Qualquer hora escrevo sobre sentimentos divididos “corrida x mtb”!

do jeito que eu gosto

Do jeitinho que eu gosto

 

Aí vem o fortalecimento, que pode ser puxar peso em academia, pode ser pilates, pode ser yoga, pode ser crossfit, pode ser levantar cabo de vassoura em casa. E pode ser treino funcional, que depois de ponderar todas estas opções, me pareceu o modelo mais eficiente e gostoso de fazer. Só que difícil de escolher onde usar estas 2 horas semanais, já que, hoje em dia, academias Funcionais nascem pelos bairros de São Paulo na mesma velocidade em que uma Paleta Mexicana fecha suas portas.

(1) Testei o modelo da academia Concept, em Pinheiros, e achei parecidíssimo com Crossfit: impacto, impacto, impacto. Minhas articulações #naopiram. Fiz algumas aulas e notei que é um esquema muito solto e muito distante do cuidado individual com cada aluno que tanto prezo. Para ter uma ideia, no primeiro dia não rolou nem uma conversinha com os instrutores, só me mandaram seguir o Workout of the Day (WOD) “SEM FAZER CARA FEIA”. Acho que já passei da fase de achar isso engraçadinho, hoje quero fazer meus exercícios porque vejo importância neles, e não pq alguém berra NO PAIN NO GAIN na minha orelha.

(2) Com a ajuda do Google, fui parar num lugar interessantíssimo chamado Virya Estúdio de Movimento. Lá, tudo começou diferente: o dia 1 foi uma sessão de quase DUAS HORAS com uma fisioterapeuta, que analisou cada posição, cada articulação e cada movimento do meu corpo com toda calma do mundo. Aprendi que dormir de lado, com um travesseiro entre as pernas, é o que há. Com o fortalecimento certo,  minha dor eterna na lombar estava com os dias contados! Rolou até um papo entre a fisioterapeuta e o ortopedista, e lá fui eu para o HCOR e suas máquinas de raio-x em busca de respostas. Ufa que não apareceu nada de crítico, e comecei as aulas. Me encantei de cara com o ritmo nada alucinante, preocupação o tempo todo com consciência corporal e a maneira mais correta de praticar os exercícios bastante difíceis de fazer! Ah, e alguém já te contou que agachamento é tudo na vida de um atleta? Olha isso.

desmotec

O monstrinho DESMOTEC

 

Estou no segundo mês de aulas, animadíssima com a impressão de que encontrei algo que vai me ajudar a longo prazo.

Haha, ficou com cara de publipost né, eu sei. Juro que eles não têm a menor ideia que resolvi escrever tudo isso. Mas quando alguém, depois de 29 anos, finalmente consegue dormir uma noite inteirinha sem dor na lombar, não rola exigir a melhor faculdade mental para escrever sem emoção e com imparcialidade, rsss!

Para encerrar: exatamente 3 meses depois que descobri as lesões e 8 semanas deste plano de recovery seguido a risca, sairam – esta semana – os resultados da ressonância que me LIBERARAM para voltar a correr!

Weehee, agora vou escolher qual prova de 80km vou fazer e já volto. Mentira, óbvio. Nada de provas esse ano! Piano Piano si va lontano…quero estar 100% para as melhores escolhas de 2016 😉

Se quiser saber mais sobre fraturas por stress, estes links podem te ajudar:

 – Fratura por stress em corredores

 – Mulher é mais suscetível a fratura por stress? 

 – Tratar e evitar as fraturas por stress

 

*Bianca pratica trail running, montanhismo e é aluna do Virya Sports.