Treinamento

Acreditamos que a prática de exercícios deve contribuir para um corpo livre de dor. Por isso o objetivo das aulas é a transferência do treinamento para o desempenho cotidiano e esportivo. Fortalecer o corpo para que lide bem com as cargas das atividades esportivas e cotidianas.

Transferência do Treinamento para os Esportes e para a Saúde 

A transferência entre o que é treinado e o desempenho é um fenômeno complexo e para entendê-lo é preciso entender a especificidade. Para nós a especificidade acontece em dois níveis: a similaridade com próprio movimento (qualitativa) e a similaridade com as relações mecânicas envolvidas (quantitativa).

Como endossamos a especificidade, priorizamos o treino das estruturas de movimento ao treino dos músculos de forma isolada.

A especificidade, e a transferência entre o que é treinado para o desempenho esportivo, acontece quando consideramos 5 aspectos:

1) A coordenação inter e intramuscular (estrutura interna);

2) A posição corporal (estrutura externa);

3) Os sistemas energéticos envolvidos;

4) Os tipos de estímulos e respostas sensoriais;

5) A intenção do movimento;

Uma parte importante de nossa visão é “restringir os graus de liberdade articular“. Isso quer dizer que o movimento se torna eficiente quando realizado dentro de um trajeto controlado, evitando gasto energético desnecessário. Nosso aquecimento promove a ativação da musculatura profunda e estabilizadora do tornozelo (foot core), da região lombo pélvica (core) e do ombro. Também faz parte do aquecimento a liberação miofascial.  

Força e Potência nos Esportes: especificidade nas relações mecânicas.

Força é uma grandeza mecânica, descrita em termos vetoriais. E Potência é a resultante mecânica expressa como um produto entre a Força aplicada e a Velocidade de execução. O treinamento de Força mais popular, a Musculação, opera com “gabaritos”: as máquinas guiam a trajetória de movimento, limitam a Velocidade de movimento e empobrecem os estímulos sensoriais de estabilidade e equilíbrio. As resistências maiores, então, são prescritas e servem para aumentar o trabalho mecânico a partir do incremento da Força em detrimento da Velocidade. As cargas elevadas, comuns na Musculação, reduzem demais a velocidade de deslocamento e acabam tornando o indivíduo eficiente para aplicar Força somente nas baixas velocidades…. Ou seja, o indivíduo é forte quando dispõe de tempo para aplicar Força, quando o tempo é restrito ele não consegue mobilizar sua força. Isso explica porque, normalmente, não é o sujeito coloca mais carga nos exercícios que se torna o melhor atleta… O gesto mais especifico possível é sempre o realizado no campo de jogo, e normalmente não combina com altas sobrecargas pois aumentamos demais o risco de lesão ao realizar os gestos específicos do jogo com sobrecarga. Imagine um tenista jogando com uma raquete de 3 ou 4 Kg!? Além das altas forças envolvidas em desacelerar tal raquete, lembre-se que este tenista imaginário realizaria seus golpes de forma bem mais lenta do que os forehands e backhands de um jogo real com uma raquete comum. A zona ótima de potência descreve a zona na qual ocorre a melhor relação mecânica entre a força aplicada e a velocidade de deslocamento e nos oferece um bom grau de transferência  para melhorar o desempenho nas quadras. Quando falamos em Potência Muscular estamos falando sobre realizar os exercícios em Velocidade ótima de execução.

A verdadeira transferência ocorre quando conseguimos identificar as estruturas coordenativas e posições corporais que são frequentes nos jogos e promovemos sobrecarga nestas estruturas e ações.

Também enfatizamos o uso de tecnologias que oferecem resistência variável, ênfase na fase excêntrica e promovem melhora na força e na coordenação motora. A sobrecarga excêntrica é conhecida por produzir ótimos resultados em termos de força, coordenação e prevenção de lesões.

Condicionamento Aeróbio

Contamos com ergômetros para o treinamento cardio-respiratório.  Métodos intermitentes e intervalados são eficazes para uma melhora na saúde cardiovascular e respiratória. E empregamos o controle da carga interna de treinamento para que o aluno obtenha os melhores resultados em termos de treinamento, recuperação e segurança.

Relaxamento

As posturas restaurativas posicionam o corpo para promover espaço para caixa torácica, manutenção das curvas fisiológicas e assim criar bem estar e descanso ao aluno.

Tipos de aula:

Aula Individual

A aula individual é ideal para o contato inicial com a nossa proposta e serve como base para o aprendizado de padrões de movimento adequados. Se você estiver se recuperando de uma lesão, a aula individual é a melhor maneira de começar. Com as aulas individuais é possível desenvolver um programa de treinamento terapêutico devolvendo função e movimento para posteriormente inserir o aluno em um programa de condicionamento.

Aula em grupo

O grupo tem até 5 alunos para que todos recebam atenção e correções dos professores e possam otimizar o tempo de trabalho com materiais disponíveis. As aulas podem ter temas que visem trabalhar ações musculares específicas.